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Feijoada do Bem

Feijoada do Bem 2026 do IORM: quando nossa alegria e solidariedade se transformam em futuro

FEIJOADA 2026 (149)

Há encontros que nascem para ficar na memória. Outros vão além: tornam-se parte da história afetiva de uma região, atravessam gerações, mobilizam famílias, reúnem amigos, aproximam empresas, inspiram voluntários e, sobretudo, ajudam a escrever novos futuros para crianças e jovens.

A Feijoada do Bem 2026, realizada em 9 de maio, na Estância Colorado, em Sales Oliveira, foi tudo isso ao mesmo tempo. Foi festa, foi celebração, foi reencontro, foi música, foi sabor, foi dança, foi emoção. Foi, acima de tudo, a expressão viva de uma certeza que o Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça – IORM, carrega em sua própria essência: quando a sociedade escolhe fazer o bem, a transformação acontece.

Em sua 18ª edição, a Feijoada do Bem reafirmou por que se tornou um dos eventos beneficentes mais aguardados da região e por que, ano após ano, o IORM amplia sua capacidade de reunir pessoas em torno de uma causa maior. Vestidos de branco, os participantes ocuparam a Estância Colorado com a leveza de quem celebra a paz, a harmonia e a esperança. A escolha da cor traduziu, com delicadeza, o espírito do evento: “em um mundo marcado pela pressa, pelas divisões e pelas urgências, aquele encontro propôs uma pausa luminosa para lembrar que o futuro das crianças não pode esperar”, como destacou Josimara Ribeiro de Mendonça, fundadora do Instituto.

A participação da sociedade reforçou uma rede coletiva de pessoas, empresas e instituições que acreditam na transformação social. O evento teve foco na captação de recursos que sustentam e ampliam os projetos voltados à formação de crianças e jovens por meio da arte, da cultura e da educação. Durante o evento, o ato de contribuir também uma vivência de afeto, pertencimento, alegria e memória e de celebração de quem compreende que investir no bem é participar da construção de futuros possíveis.

Desde a chegada, era possível perceber que nada ali havia sido pensado ao acaso. A recepção, a organização das mesas, o acolhimento dos convidados, o cuidado com a circulação, a programação artística, o ritmo dos shows, a comida servida ao longo de todo o dia e a presença atenta das equipes compunham uma experiência cuidadosamente desenhada para que cada participante se sentisse parte de algo inesquecível. A Feijoada do Bem tem essa força rara: ela acolhe com afeto e, ao mesmo tempo, convoca à responsabilidade. Faz sorrir, faz dançar, faz brindar, mas também faz lembrar que cada gesto de apoio tem destino, propósito e retorno social.

As presenças de representantes da Política com P maiúsculo reforçaram a relevância da Feijoada do Bem no calendário regional. Entre convidados e autoridades, estiveram lideranças como o prefeito de Guaíra, Antônio Manoel da Silva Júnior, o Junão; Gabriel Thor, Prefeito e Murilo Spadini, vice-prefeito de Orlândia; Leandro César Silva Valadares, o Chicão Valadares, prefeito de Morro Agudo; Mônica da Silva Favarim, prefeita de Sales Oliveira; Guilherme Campos, Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária; Duarte Nogueira, ex-prefeito de Ribeirão Preto; Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD; Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência da República; José Eduardo Martelli, assessor do PSD Paulista; Baleia Rossi, Deputado Federal; Igor Oliveira, vereador à Câmara Municipal de Ribeirão Preto e o deputado estadual Léo Oliveira;. Mais do que uma lista de nomes, essas presenças evidenciam a força de articulação de uma causa que ultrapassa fronteiras municipais.

São Paulo, Franca, Ribeirão Preto, Orlândia, Barretos, Guaíra, Miguelópolis, Ipuã, Ituverava ,Cravinhos, Sertãozinho, Morro Agudo, Sales Oliveira, Jaboticabal e tantas outras marcaram presença nesse território de esperança.

A imprensa regional também acompanhou o evento, registrando o impacto provocado pelo IORM e a relevância de sua atuação. Essa visibilidade importa porque amplia a mensagem, inspira novos apoiadores e ajuda a mostrar que iniciativas sociais bem estruturadas podem alcançar escala, credibilidade e permanência.

 

Liderança

Todos os convidados sentiram especiais, porque foram entrelaçadas numa rede de amor e solidariedade. Cumprimentando os convidados, Josimara personificava aquilo que torna o IORM tão singular: uma liderança que une sensibilidade, visão, trabalho e compromisso.

A fala de Josimara, deu o tom mais profundo da tarde: “Cada criança carrega dentro de si uma história inteira ainda por ser escrita. Um sonho. Um talento. Uma possibilidade.”, destacou. Falou de crianças como páginas em branco, cheias de oportunidades e da coragem para continuar escrevendo histórias melhores.

A emoção também ganhou voz no depoimento de Maria Laura Zuchi Orasmo, ex-aluna da Usina da Dança. Ela entrou no projeto aos oito anos e permaneceu até os 16. Hoje, trabalhando em uma cooperativa de crédito, Maria Laura falou sobre a importância do IORM em sua vida, destacando resiliência, disciplina, conhecimento e organização das emoções. Seu testemunho deu rosto e nome ao impacto que muitas vezes os números apenas anunciam.

Esse encontro entre passado, presente e futuro apareceu também na homenagem à Amiga de Valor Diléia Ribeiro de Oliveira Filtre, Secretária Municipal de Educação de Orlândia. Entusiasta do trabalho do IORM, Diléia foi reconhecida por sua sensibilidade ao compreender a importância das emoções na formação dos alunos e por sua atuação na implantação do Projeto Passo à Frente em escola da rede oficial de ensino do município. A homenagem, com a presença de Josimara Ribeiro de Mendonça e da Coordenadora Artística do IORM, Valéria Pazeto, simbolizou o que acontece quando poder público, sociedade civil e educação caminham juntos: a transformação deixa de ser promessa e se torna prática. O Certificado Amiga de Valor é uma forma de retribuição simbólica a pessoas e organizações que compreendem a dimensão coletiva da causa.

 

Música

O palco musical foi destaque. A abertura com os músicos do Clube da Viola trouxe a força de uma trajetória que marcou a história do sertanejo universitário no Brasil. Atendendo ao chamado do IORM, os artistas entregaram um show impecável, dançante e afetivo. A música, ali, não era intervalo da causa. Era parte dela.

Alexandre Pires levou ao palco o show Pagonejo Bão, em uma apresentação envolvente, calorosa e cheia de sucessos. Com a presença de sua mãe, Maria Abadia, que também subiu ao palco e foi homenageada às vésperas do Dia das Mães, o artista conduziu o público por diferentes fases de sua carreira, desde os tempos do Só Pra Contrariar até o momento atual, em que samba, pagode e sertanejo se encontram em uma mistura contagiante. Acessível, sorridente e próximo dos fãs, Alexandre Pires confirmou, mais uma vez, por que arrasta multidões. Ao se despedir, fez uma menção especial de agradecimento à família Ribeiro de Mendonça, que abriu a Estância Colorado para receber os convidados e acolher a causa.

 

Gestos

A Feijoada do Bem foi feita, principalmente, de gestos. Gestos pequenos e gigantes ao mesmo tempo. O cuidado de quem recebe. A atenção de quem serve. A presença de quem compra uma ficha. A dedicação de quem organiza uma mesa. O sorriso de quem orienta um convidado. A energia das equipes dos núcleos do IORM, dos bailarinos, educadores, colaboradores administrativos e voluntários. Os bailarinos da Cia. Usina da Dança vestiram trajes belíssimos que remetiam ao universo das cowgirls. Todos estavam unidos em várias frentes.

As voluntárias do DIORM marcaram presença e, orgulhosas, apresentaram seus trabalhos manuais únicos produzidos a partir de encontros coordenados por Vanessa Salomão e cuja venda levanta recursos para o trabalho do IORM.

A feijoada, prato que dá nome ao encontro foi servida ao longo de toda a programação, juntamente com comida de boteco e o caldo que fechou a programação. Era comida como experiência e como convite para ficar mais um pouco. E muitos ficaram, porque a Feijoada do Bem tem o dom de transformar o tempo em lembrança boa.

O leilão beneficente foi outro momento de grande mobilização. Com itens doados por parceiros como As Maria Joalheria, Loja Giorgio Armani, NK Store, Marcelo Cassiano, Fabricio Martins Pereira, Ateliê Arter – Maysa Pettes, o goleiro Diego Alves, Laura Vicentini, Marcelo Ribeiro de Mendonça, Beto Abrão, Matheus Menta e tantos outros apoiadores, movimentou a noite e ampliou a captação de recursos. Camisas autografadas por times de futebol, obras de arte, joias, bebidas premium, animais de criação e um violão autografado pelos cantores Bruno e Marrone, doado por André Freguglia, compuseram um repertório de doações. Na lógica da Feijoada do Bem, cada lance tem valor para além do preço. Um item arrematado se converte em aula, em figurino, em transporte, em material, em equipe, em projeto, em permanência.

A Feijoada do Bem também mostrou a força econômica e social de um evento que nasceu para apoiar crianças e jovens, mas que movimenta toda uma cadeia ao seu redor. Hotéis, salões, lojas, supermercados, fornecedores, profissionais de produção, equipes de apoio e famílias inteiras são alcançados por essa circulação positiva. Como destacou Josimara, mais de um milhão de reais movimentaram a economia por meio de um evento criado para fortalecer projetos sociais.

A alma do evento estava na alegria dos voluntários, verdadeiras autoras de gestos que muitas vezes não aparecem nas fotografias, mas sustentam a memória do evento. Estava nas peças, nas vendas, na organização, na atenção aos detalhes, no compromisso de cada colaborador. Estava nos membros do Conselho Diretor do Instituto que participaram do encontro e reforçaram, com presença e apoio, a governança de uma causa que se constrói com seriedade. Estava nos patrocinadores, que compreenderam que apoiar a Feijoada é investir em uma rede do bem com resultados concretos. Estava nos convidados, que voltaram para casa com a sensação de terem vivido algo muito maior do que uma festa.

Depois de mais de nove horas de festa, música, dança, comida, encontros e emoção, cada participante deixou a Estância Colorado com a certeza de que o próximo ano já começou a ser esperado. A Feijoada do Bem cria esse sentimento de continuidade. Ela não termina com o último show. Continua nos projetos apoiados, nas crianças atendidas, nas famílias impactadas, nos jovens que encontram na arte um caminho de disciplina e expressão, nos ex-alunos que retornam como inspiração e nos parceiros que renovam seu compromisso.

Porque, a Feijoada do Bem é exatamente isso: uma mesa grande o suficiente para acolher uma região inteira; um palco aberto para a beleza dos talentos que florescem quando recebem oportunidade; uma rede de mãos que se unem para sustentar sonhos; e uma página em branco onde crianças e jovens podem começar a escrever, com mais coragem e possibilidades, a própria história.

 

 

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