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Agenda Cultural

PÁGINAS QUE GANHAM VIDA: Em maio, Oficinas do IORM transformaram leitura em arte, lenda e dança

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Quando um livro se abre, as paredes da sala de aula desaparecem e o mundo ao redor se expande. Ao longo do mês de maio, as bibliotecas comunitárias do Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça (IORM) e suas parceiras transformaram-se em territórios vivos de imaginação, movimento e descobertas.

Crianças e jovens mergulharam nos subgêneros da narrativa em uma jornada que uniu a tradição das histórias orais, a adrenalina da aventura e a delicadeza da expressão corporal. 

Entre mitos nacionais e caças ao tesouro

Em Ipuã, na Biblioteca Comunitária Armanda Malvina Mendonça, AMA-Me, o folclore brasileiro foi o ponto de partida. Personagens que habitam o imaginário coletivo do brasileiro — como o Saci-Pererê, a Cuca, o Boto-cor-de-rosa e o Lobisomem — ganharam as telas e os papéis através de vídeos e produções artísticas, aproximando os alunos de suas raízes culturais.

Cruzando oceanos e séculos, os estudantes desembarcaram na Grécia Antiga para desvendar a Odisseia, de Homero. A grandiosidade dessa epopeia clássica foi traduzida em uma proposta que combinou leitura, recortes e símbolos gregos que materializaram o épico na ponta dos dedos dos alunos.

Já em Guaíra, a Biblioteca Energia do Conhecimento ganhou o ritmo dinâmico dos contos acumulativos. A brincadeira “Eu Fui” desafiou a memória, estimulou a oralidade e garantiu a participação coletiva da turma.

A partir da leitura da obra A Grande Festa no Céu, os alunos uniram forças em uma pintura coletiva vibrante, expressando visualmente a narrativa. Para fechar o mês com o coração acelerado, o espírito de exploração tomou conta do espaço com a “Caça ao Tesouro Literário”, transformando os livros de aventura em mapas reais de aprendizado e diversão.

A palavra e a dança

Na Biblioteca Municipal Dr. Carlos Antônio de Almeida Covas, em Miguelópolis, as barreiras entre as linguagens artísticas deram lugar a uma experiência em que a literatura e a dança deram-se as mãos.

Os estudantes exploraram a grafia e o significado de palavras como “dança” e “ballet” por meio da escrita e de colagens com o brilho dourado do glitter e com o próprio corpo. Cada letra virou movimento, transformando a alfabetização em um processo estético e corporal.

A sensibilidade continuou aguçada durante a contação da clássica história O Menino que Aprendeu a Ver, de Ruth Rocha. Utilizando recursos audiovisuais e “gatilhos lúdicos” planejados para aguçar a atenção, as crianças foram convidadas a interpretar o mundo e as letras sob uma nova ótica.

Essa costura delicada entre o livro, o gesto e o desenvolvimento cognitivo contou com o olhar sensível da diretora artística Valéria Pasetto e com o suporte técnico da bibliotecária consultora Maria das Graças Garcia, reafirmando o valor do trabalho em rede.

Mais do que apresentar subgêneros literários, as oficinas de maio reforçaram o compromisso essencial do IORM: expandir o repertório cultural de nossas crianças de forma leve, afetiva e profunda. Mostramos que o livro não é um objeto estático, mas uma experiência viva que se pinta, se sente e se dança.

Ao conectar a leitura ao afeto e ao movimento, colhemos mais do que produções artísticas — colhemos o protagonismo, a curiosidade e o sorriso de cada aluno que descobre o prazer de ler.

GUAÍRA

IPUÃ

MIGUELÓPOLIS

 

 

Comunicação

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