Os leitores associados às bibliotecas do Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça (IORM) merecem contar com profissionais engajados, atualizados e com muitas referências nas ações relacionadas à leitura. Por Isso, o Instituto proporcionou à equipe de profissionais responsáveis pelas Bibliotecas uma imersiva jornada de ampliação de repertório cultural na cidade de São Paulo.
A expedição, realizada ao longo de três dias, reuniu as profissionais Maria Laura Ferro, responsável pela Biblioteca Energia do Conhecimento do Núcleo Cultural IORM Guaíra, e Gislene Felix Mazarão Razanauskas, responsável pela Biblioteca Comunitária Castelo de Ideias do Núcleo Cultural IORM Orlândia. A ação foi conduzida pela bibliotecária consultora Maria das Graças Garcia, da Companhia de Literatura e Prosa, proporcionando às colaboradoras um mergulho no patrimônio cultural material e imaterial, integrando literatura, artes visuais, arquitetura, memória histórica e novas tecnologias de mediação.
O roteiro teve início na 28.ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo e seguiu para o Centro Cultural São Paulo (CCSP), onde a equipe conheceu o trabalho inclusivo desenvolvido na Biblioteca Louis Braille. No Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, a vivência contemplou o Acervo de Longa Duração — que reúne milhares de obras sobre religiosidade, arte e a contribuição negra para a formação da sociedade brasileira — e a mostra temporária Afríquia: o artista como colecionador, que apresenta mais de 200 obras e documentos reveladores das conexões entre o continente africano e o Brasil.
A arquitetura e a ocupação do espaço urbano foram ponto central no percurso pelo Parque Ibirapuera. A equipe explorou a Marquise projetada por Oscar Niemeyer e seu conceito de conexão entre os edifícios culturais, o Auditório Ibirapuera com a marcante escultura em onda de Tomie Ohtake, e a imponência do Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, monumento revestido em mármore que preserva a memória dos combatentes da Revolução Constitucionalista. Durante o passeio, o grupo também acompanhou intervenções artísticas e monumentos comemorativos aos 90 anos de Mauricio de Sousa e ao reconhecimento da Turma da Mônica como Patrimônio Cultural Imaterial de São Paulo.
A rota de repertório alcançou a Cidade Matarazzo, com visita à Casa Bradesco, à exposição Natureza Tecida: somos um único fio, de Sandra Anselmi, ao Mata Lab, ao complexo gastronômico Mata Città e ao monumento ao Conde Francesco Matarazzo. O itinerário estendeu-se à Casa Higienópolis e ao Parque Municipal Buenos Aires, onde a equipe apreciou acervos escultóricos ao ar livre, como as obras de Caetano Fraccaroli e Lasar Segall.
Na Avenida Paulista, o grupo visitou a Biblioteca do SESC e o Itaú Cultural, percorrendo o Espaço Olavo Setubal que abriga as coleções Brasiliana e Numismática e a Ocupação Anísio Teixeira, tributo ao principal idealizador da escola pública gratuita, laica e de qualidade no Brasil.
Encerrando a experiência no Shopping Cidade São Paulo, as profissionais experimentaram o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual, participando da expedição imersiva “Uma noite com os impressionistas Paris 1874”. A imersão em novas linguagens e modalidades de mediação cultural fortalece o compromisso contínuo do IORM em transformar o acesso à leitura e às artes em ferramenta permanente de cidadania e desenvolvimento para as comunidades de seus núcleos culturais.






























