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Cia Usina da Dança

IORM oferece imersão em dança contemporânea para a Cia Usina da Dança

Com a condução da pesquisadora Angela Nolf, workshop propõe uma escuta sensível do corpo e repensa o balé para além de códigos rígidos, unindo técnica e sensibilidade. 

O Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça (IORM) segue investindo de forma contínua na formação artística e humanística dos integrantes da Cia Usina da Dança – Ano 2. Como parte das ações estruturantes do projeto, os bailarinos vivenciaram recentemente um profundo workshop formativo conduzido pela artista, pesquisadora e professora Angela Nolf, um nome reconhecido por sua trajetória dedicada ao estudo do movimento, da pedagogia da dança e das intrínsecas relações entre técnica e criação.

Nos dias 4, 5 e 6 de março, a sede da Cia, em Ribeirão Preto, transformou-se em um verdadeiro laboratório de reflexão e prática. O encontro presencial foi o ápice de um processo que já havia se iniciado no dia 25 de fevereiro, em formato online, promovendo uma primeira e fundamental aproximação entre a artista e o grupo. O foco? Pensar o corpo, a técnica e os modos de vivenciar o balé na contemporaneidade.

Com uma abordagem marcadamente contemporânea, Angela Nolf propôs aos intérpretes uma escuta mais sensível de seus próprios corpos. O objetivo foi ampliar a consciência do movimento e expandir as possibilidades expressivas de cada bailarino. A bagagem da professora, que inclui atuação como docente na UNICAMP e ricas experiências nacionais e internacionais, foi o alicerce para essa prática artística e pedagógica transformadora.

Durante a imersão, os participantes foram convidados a um exercício de desconstrução: refletir sobre o balé para muito além de seus códigos rígidos e históricos, passando a compreender a técnica não como uma amarra, mas como uma potente ferramenta de investigação e expressão. As vivências corporais exploraram princípios essenciais como a respiração, a percepção espacial, o apoio, o peso e a integração do movimento. O resultado foi a promoção de uma conexão mais consciente e integral com o corpo.

O primeiro dia de encontro presencial foi marcado por uma roda de conversa instigante, que trouxe à tona questionamentos vitais sobre os códigos da dança e suas infinitas possibilidades dentro do pensamento contemporâneo. Nos dias que se seguiram, a prática corporal cuidou de aprofundar essas reflexões, incentivando cada bailarino a buscar e encontrar a sua própria verdade no movimento.

Através de exercícios que partiram do chão e evoluíram até a barra, o trabalho destacou aspectos fundamentais como o aterramento, a consciência das articulações, a estabilidade da pelve e a integração do corpo como um todo indivisível. Foi uma proposta que, de forma brilhante, aproximou o balé de uma dimensão muito mais humana, provando que técnica e sensibilidade não apenas podem, mas devem caminhar juntas.

O workshop se consolidou como um potente espaço de troca, escuta e experimentação. Ele ampliou o olhar dos participantes sobre a técnica do balé e suas reais possibilidades na cena contemporânea. Os relatos colhidos evidenciam uma maior conexão dos bailarinos consigo mesmos e uma notável ampliação da percepção corporal ao longo de todo o processo.

Mais do que um evento isolado, a experiência reforça o compromisso inabalável do Instituto ORM com uma formação artística que seja consistente, sensível e, acima de tudo, transformadora. É um investimento que contribui diretamente para o desenvolvimento técnico e criativo, sendo peça-chave na construção da identidade cênica da Cia Usina da Dança.

Esta ação integra o Projeto Cia Usina da Dança, realizado pelo Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça e pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa do Governo do Estado de São Paulo.

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