Apresentações 12 e 13 de novembro
Ipuã
Av. Alberto Conrado, 679, CentroCountry Club
O espetáculo Do Lado de Lá
O que existe do lado de lá daquilo que estamos acostumados a ver?
Essa pergunta é o ponto de partida do novo espetáculo da Usina da Dança, do Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça (IORM). Em novembro e dezembro, Do Lado de Lá percorre quatro cidades com um convite: reconhecer as pessoas, os afetos e as histórias que dão vida ao lugar onde vivemos. Aqui, o espetáculo começa muito antes do palco. Começa na escuta das crianças e dos jovens, nas rodas de conversa e na descoberta dos espaços de cada município. Os alunos escolheram coletivamente lugares de suas cidades, observaram o território e investigaram como apresentar essas descobertas por meio do corpo e do movimento. São autores de uma criação que nasce da experiência de pertencer.
A cidade também nos ensina.
Inspirado por experiências formativas em Reggio Emilia, na Itália, o processo criativo aproxima arte, educação e vida comunitária. A cidade é compreendida como um corpo vivo, que nos forma e também se transforma com a nossa presença. Suas ruas, praças e espaços cotidianos são lugares de aprendizagem, encontro e memória.
No palco, essa investigação dá visibilidade a quem sustenta a vida da comunidade: pessoas que acolhem, cuidam, ensinam, plantam, constroem e preservam histórias. As cadeiras são o elemento central da cena. Pela imaginação e pelo movimento, deixam de ser apenas objetos e se tornam corpos, lugares e paisagens, revelando outras maneiras de compreender o mundo.
A estrutura do espetáculo é compartilhada, mas cada cidade constrói sua própria versão. As escolhas dos alunos e as histórias de cada território transformam a obra. Por isso, Do Lado de Lá é também um encontro com aquilo que torna cada comunidade única.
Para o IORM, educar através da arte é criar condições para que crianças e jovens desenvolvam autonomia e participem da construção de seu futuro. Nesta turnê, essa formação ganha o palco e se aproxima das famílias e da comunidade.
O processo de criação do espetáculo Do Lado de Lá nasce da continuidade de uma pesquisa autoral que a Usina da Dança vem desenvolvendo nos últimos anos, conectando arte, território, pertencimento e escuta das infâncias. Há 3 anos temos conectado os temas de nossos espetáculos com criações autorais… Portanto, permanece implícito o trabalho com as questões de crises existenciais, pertencimento, identidade e perspectivas (ou a falta delas) que apareceu, à priori, no “Raízes e Asas”.
Depois de Raízes e Asas, Travessias e Onde é o Nosso Lugar?, surgiu uma nova pergunta: o que existe do lado de lá daquilo que estamos acostumados a ver?
A construção deste novo espetáculo foi profundamente atravessada pelas experiências vividas durante o aprofundamento formativo em Reggio Emilia, especialmente pelas discussões sobre a urgência da criatividade no chão da escola e dos projetos sociais. As palestras e vivências reforçaram a necessidade de defendermos processos autorais como espaços de formação crítica, sensível e humana, onde crianças e jovens não apenas reproduzem, mas criam, investigam e constroem pensamento.
Nesse contexto, o espetáculo propõe deslocar o olhar sobre a cidade, sobre os corpos e sobre os espaços que nos educam. A cidade aparece como corpo vivo: um território que molda, atravessa, transforma e também é transformado pelas pessoas que o habitam.
O início do processo com a equipe artística e psicossocial da Usina da Dança, aconteceu no dia 02 de junho, online, com o objetivo de sensibilizar os professores para a temática central suscitada pela escuta da coordenação artística. Algumas perguntas foram feitas para gerar um momento de reflexão sobre a cidade: O que é cidade? O que é a sua cidade pra você? O que forma a sua cidade?
Em seguida, uma breve prática corporal a partir das respostas para as perguntas anteriores: Como você apresentaria sua cidade para alguém, através do seu corpo?
A escolha das cadeiras como elemento central do espetáculo nasce dessa travessia entre arte, memória, pedagogia e experiência sensível.
A primeira inspiração surgiu a partir da pesquisa cênica desenvolvida por Edinho no espetáculo Pertim, onde a cadeira aparecia quase como presença humana — não apenas um objeto, mas um corpo, uma companhia, um lugar de espera, encontro e afeto. Essa percepção abriu caminhos para compreendermos a cadeira como linguagem poética.
Confira as datas, os horários, os locais e os elencos de cada apresentação.
Apresentações 12 e 13 de novembro
Av. Alberto Conrado, 679, CentroCountry Club
Apresentações 25 a 27 de novembro
Av. José Espírito Santo Tanajura, 175, CentroCentro Cultural
Apresentações 2 a 4 de dezembro
Avenida José Cavenaghe, 1355, Chacará Bela VistaSalão de Eventos Grêmio Colorado
Apresentações 8 a 11 de dezembro
Avenida 3, 1030, CentroQuadra Escola Oswaldo Ribeiro Junqueira
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